Introdução

Introdução Tipologia bíblica

Fazer a exposição do que é a tipologia bíblica (TB) é uma tarefa demasiadamente difícil e complexa. A dificuldade consiste em ser um conceito que, no trajeto milenar do cristianismo, foi esmeradamente estudado tanto em sua essência como em sua função e que, tanto sido descrito e classificado pormenorizadamente em seus múltiplos aspectos, torna o ato de (re)apresenta-lo um processo de pouca abrangência diante do fato que os tipos revelam todos os erros doutrinários do mundo religioso. Por esse motivo, haverá aqui um empenho em justapor as abordagens a respeito da tipologia bíblica (TB), privilegiando mais o livro de Gênesis, por se tratar do livro semente, ou seja, tudo que existiu na grande árvore bíblica já estava preanunciada em gênesis. A Tipologia bíblica é, via de regra, entendida como exegese. Trata-se de um princípio interpretativo da Bíblia. O fato, no entanto, de ter sido amplamente utilizada, e de ser hoje facilmente reconhecida por leitores especializados, não significa que esteja identificada, nos escritos bíblicos por sua nomenclatura: (typos) ou figura. Alguns poucos exemplos são encontrados, e recorrentemente citados nas publicações da área, para justificarem ou explicarem tal uso  terminológico. Veja alguns. A certa altura da carta aos Romanos, a pregação de Paulo diz: “Ora, a morte reinou de Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não haviam pecado, cometendo uma transgressão igual à de Adão, o qual é figura [typos, τύπος] daquele que deveria vir” Romanos 5:14 Paulo refere, então nessa passagem, que a vicissitude da morte e  da ressurreição, surgida com a transgressão humana à proibição divina de comer do fruto da árvore do conhecimento, estava lançada em Adão e se resolveria com a chegada de Jesus Cristo.  Além da figura, a tipologia bíblica pode ser identificada por outras nomenclaturas. Vejamos, no exemplo seguinte, também presente nas cartas de Paulo, como palavra “alegoria” cria a mesma relação tipológica entre o filho de Agar – Ismael – e os Judeus, e o filho de Sara – Isaac – e os cristãos: Gálatas 4:22-26 Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa. O que se entende por alegoria; porque estas são as duas alianças; uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós.

Nesse trecho, o termo em grego é αλληγορία (alegoria) vem do verbo állegorein, que tanto significa falar alegoricamente quanto interpretar alegoricamente, conhecida, portanto como alegoria interpretativa, a tipologia bíblica aplicada no seu contexto e regra original difere e muito com a forma utilizadas por teólogos que não revelam o verdadeiro significado de cada tipo, justamente para que ninguém saiba de toda a verdade, e nosso intuito aqui é de que você hoje alcance a verdade que liberta. Por mais que essa apresentação utiliza-se se recursos mais elaborados, tratarei de usar uma linguagem simples, para que todos possam alcançar o entendimento, salientando que a proposta principal deste livro é mostrar os tipos de uma maneira simples e objetiva, então ao término de uma aplicação tipológica entraremos de imediato a outra tipológica, isso sempre de forma automática. NOTA: A cada início de um ciclo tipológico a ser abordado você verá uma chave como separação de um assunto para outro.

Este estudo aborta como tema central, o verdadeiro significado das “histórias bíblicas”, onde chamaremos essas revelações aqui citadas de, “TIPOS”, mostraremos o mesmo método de aplicação das Escrituras a qual o Apóstolo Paulo usava para esclarecer e revelar a igreja de Cristo, e para uma melhor compreensão dos Cristãos, mostraremos aqui em detalhes, o que a Bíblia de fato estava “querendo” mostrar em cada escritura, e assim provaremos de forma absoluta que a Bíblia não é, e não pode ser considerada como um livro histórico, mais um livro de revelações, onde essas “revelações”  foram perdidas no decorrer da história. Isto é necessário a fim de estudar as Escrituras e assim fazer um paralelo entre o Antigo e Novo Testamento, pois Paulo a qual escreveu treze epístolas utilizava desse método chamado, “revelação dos tipos” ou tipologia.  Esse livro será apresentado em primeira pessoa, ainda que muitas vezes apareça em terceira pessoa, o objetivo principal aqui é esclarecer todas as suas dúvidas, para que após isso, você esteja mais imune aos enganos dos sistemas religiosos, que apenas matam, aprisionam. Espero que o Espirito Santo possa trazer a você o entendimento a cada leitura.

A tipologia bíblica é um fator de vital influência sobre a representação do povo judeu na civilização cristã. Para isso, busca-se descrever o procedimento de interpretação tipológica, enquanto a forma de leitura e de composição do cânon no cristianismo, salientando que a tipologia bíblica teve um papel decisivo na separação entre credo cristão e o credo judaico. Observa-se a complexibilidade dessa ruptura, na qual houve uma legitimação dos escritos nucleares da tradição textual judaica, incorporando-os na Bíblia, paralelamente à desautorização das práticas das tradições judaicas para os nossos dias. Propõe-se também um panorama da tipologia bíblica numa prática literal, as quais definem um padrão para os atuais dias em que vivemos. É fato reconhecido que a escrita tipológica não se restringe ao Cânon cristão. Essa prática já era construtiva da Escritura Sagrada do judaísmo: “Os profetas foram os primeiros a usar a tipologia em seu sentido pleno”, as palavras que seguem, atribuídas ao profeta Jeremias, podem exemplificar essa relação estabelecida entre algo que foi dito no passado, que relembra, e que deveria se cumprir no futuro: Jeremias 31:31,32 Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Como na prática hermenêutica a tipologia bíblica (TB), acabou associada ao mundo cristão pela importância que ganhou dentro dos escritos neotestamentários, os quais foram realizados como expansão e continuidade dos escritos sagrados do mundo judaico. Dentro dessa perspectiva, quando se fala em tipologia bíblica, remete-se à Bíblia dividida em duas partes – Antigo e Novo Testamento – mas que constituem um único livro. O discurso tipológico neotestamentário não ganha seu sentido a não ser que seja colocado como resposta às profecias veterotestamentárias, independentemente de considerarmos se essa prática enfatiza os interesses de ruptura ou integração entre as duas partes. Existe uma fluidez perfeita que se estabelece entre a profecia e a tipologia: a promessa profética, projetada para o futuro, se abre para a identidade cristã.